Mas essa animação foi por água a baixo por outro motivo.
Entrevista
Perguntas
1. vc já sofreu algum bullying na escola?
2. O que fez você seguir a sua atual carreira?
3. Onde você mora atualmente?
4. Qual livro você mais gostou de escrever?
5. Qual o seu livro favorito?
6. Você tem filhos?
7. Em que escola você estudou na adolescência?
8. Qual faculdade você fez?
9. O que você acha da crise no Brasil?
10. Você é petista?
11. Você já viajou para fora do Brasil? Se sim para onde?
12. Você fala outras línguas?
Respostas
1. Não me lembro de ter sofrido bullying na escola. Mas também, a essa altura, confesso que já foi há muito tempo, e o próprio conceito de bullying não era discutido na época. Tive uma infância que considero normal. Brincava, brigava, às vezes saía no tapa, ficava de castigo, aprendia. Coisa de moleque. Nada que eu considere traumático me aconteceu no trato com amigos e colegas. Claro, hoje, como pai de um menino de 7 anos, tenho um olhar diferente para essas questões. Mas tomo a minha própria infância como uma referência saudável.
2. Sempre gostei de ciência, em particular de astronomia, e desde moleque também me envolvi espontaneamente com projetos de comunicação e escrita. Fazia gibis, escrevia contos, durante o Ensino Médio fiz uma revistinha satirizando situações da escola, sempre gostei de escrever. Não tinha muita convicção de seguir o jornalismo como profissão, mas quando chegou a hora de escolher foi a opção que eu fiz. E tive a sorte de rapidamente poder me "encontrar" no jornalismo de ciência, que me levou ao que faço até hoje.
3. Moro em São Paulo, capital.
4. Puxa, tem vários que gostei muito. O primeiro, acredito, tenha um sabor especial. "Rumo ao Infinito", publicado em 2005. É aquela coisa: existe um fator desconhecido forte quando você tenta escrever e depois publicar o primeiro livro. Depois as coisas ficam mais fáceis, parece que você já conhece o caminho das pedras. Embora, claro, cada livro seja uma aventura diferente, com desafios diferentes.
5. Se for dos que eu escrevi, gosto muito do "Conexão Wright-Santos-Dumont", que conta a história da invenção do avião, e do "Extraterrestres", que fala da busca científica por vida fora da Terra. Dos que eu li, são tantos... Mas se eu precisasse indicar um só para todo mundo levar a uma ilha deserta, seria "O Mundo Assombrado pelos Demônios", do Carl Sagan.
6. Tenho um, de sete anos, e uma sobrinha que é quase uma filha postiça, com dez.
7. Cursei o Ensino Médio no Colégio Bandeirantes, em São Paulo, algo de que muito me orgulho.
8. Estudei na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, curso de jornalismo.
9. Acho que a crise no Brasil é algo que precisa ser visto com um olhar atento e desapaixonado. Não é só uma crise moral e ética (com a corrupção rampante), não é só uma crise econômica (com total descontrole sobre os fundamentos que regem nossa economia), não é só política (com um sistema partidário completamente falido). É tudo isso junto e misturado, por um período que se alonga muito além do atual governo. De tudo isso aí, a única coisa que pode ser colocada na conta da Dilma Rousseff é a perda completa do norte econômico, que se reflete no bolso de todos os brasileiros -- e ajuda a explicar o porquê de a revolta só ter vindo agora, embora os demais problemas já viessem de muito tempo.
10. Acho essa pergunta estranha e incômoda. Não sou petista, embora já tenha votado no PT em algumas eleições (no Suplicy para senador e no Fernando Haddad para prefeito). Do ponto de vista político, sempre me ancorei muito mais nos nomes do que nos partidos, uma vez que, como eu já disse, o sistema partidário brasileiro é falido e sem escrúpulos. Não há ideologia que reúna os membros de um partido em torno de certas bandeiras, e daí vem a estranheza com a pergunta. O que seria um "petista", se o próprio PT não tem clareza em suas ideias, salvo o populismo rasteiro que pratica? Acredito que há valores importantes na esquerda e na direita, mas não vejo nenhum partido político incorporando com clareza esses valores. Acho engraçado quando falam que o PT é de esquerda, e o PSDB, de direita. O PSDB era esquerda até virar governo. Aí virou de centro. O mesmo aconteceu com o PT. Era de esquerda até virar governo. Aí virou de centro. Isso mostra que a questão da política no Brasil é mais complicada e passa pelos vícios já instituídos, muito mais do que pela postura de uns e outros. Agora, me preocupa muito que, diante de tamanha miscelânea de ideias, a gente queira rotular esse ou aquele como "petista" ou "tucano", ou o que quer que seja. (A Marina Silva, ex-PT, é petista? O Delcidio do Amaral, ex-PSDB, até ontem PT, é tucano? Veja como se troca de partido como quem troca de camisa. O petista de hoje é o tucano de amanhã, e vice-versa. Infelizmente, é assim que funciona.) Acho que temos de aprender a nos despir dos rótulos e travar um diálogo franco e de ideias -- em vez de grupos e de partidos -- se queremos construir um futuro melhor e mais saudável para a política brasileira e para o nosso país.
11. Na minha profissão, tive a felicidade de viajar a muitos lugares, no Brasil e no exterior. Já estive nos Estados Unidos, em vários países da Europa (Inglaterra, Escócia, Alemanha, Rússia) e da América Latina (Chile, Guiana Francesa). Mas, claro, ainda há muitos lugares para ver. O mundo é bem grandão!
12. Falo inglês e arranho espanhol.
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